Tenho paixão por criar capas de disco, inventar nomes de bandas e, até mesmo escrever suas “biografias” e resenhar seus discos.
Selecionei os melhores imaginários dos anos 90, porque só há bandas perfeitas na imaginação.
Segundo e definitivo álbum dos Actors, banda formada por Jeff Crayon (vocais e guitarras), Dave Nichols (baixo e vocais) e Lou Sousa (bateria e vocal) tem momentos incríveis em canções como “Helen”, “Cinema If You Want” e “Stolen Drags”.
Álbum de estréia de Ben Cetera sob o alter-ego Lob Joe, disco que cativa pela presença de uma sonoridade alt. country sob estruturas minimalistas e conceituais. As letras discutem saudações mecânicas das pessoas e a rotina matemática de pessoas que vivem numa cidade imaginária chamada Santa Gray.
Muitas pesoas não esperavam que os Shade Marbles repetissem o êxito de “South Decades”, primeiro álbum do duo, mas “The Shade Marbles” conquistou público e crítica e foi eleito álbum do ano em muitas publicações. Não era para menos, um disco que tem uma seqüência tão perfeita nas quatro primeiras canções (“One Exit”, “Lime”, “Group Monkeys” e “Murders in the Park”), não poderia passar desapercebido.
O disco mais calmo de 1996 enfrentou uma série de contratempos para o seu lançamento. Demitidos da Great Pilate, os caras do Moog Box montaram seu próprio selo e ousaram fazer um álbum completamente antagônico em relação ao primeiro (“Smog Snakes”). "Simple Rage" é lento, lírico e sublime.
Natasha Bantz tinha apenas 13 anos quando escondida, registrou num gravador de quatro canais do estúdio caseiro de seu pai (produtor musical), as canções reunidas neste álbum. Ao piano (“Teremin”, “Goats”, “Luke”, “Chinese Umbrellas” e “I Only Have Eyes 4 U”) ou no violão (“Bed”, “Flavor”, “Cherry Nasty”, “Sister” e “Drive Me”), Natasha encanta pela despretensão e pela precoce maturidade musical.
O disco de estréia de Victor Cortazar possui melodias estranhas, profusão de instrumentos e ótimos temas que ora esbanjam inteligência (“Carros”, “Música Fast Food”) ora originalidade (“Protrouble”, “Física” e “Mente”).
Grande exercício de música eletrônica, a música do trio Dinamo é pungente, dançante repleto de boas idéias e esperta inserção de intrumentos não muito usuais na música eletrônica (cítaras, oboés e pianos).
Só o conceito deste álbum o torna obrigatório em qualquer coleção: uma trilha sonora imaginária para o filme “Being There” (estrelado por Peter Sellers e Shirley MacLaine) com instrumentais e apenas quatro canções com vocais.
"Being There" seduz pela riqueza de detalhes e por movimentos que se encaixam perfeitamente na concepção do filme de Hal Ashby.
Sombrio. Melhor adjetivo para qualificar este trabalho dos Blank Strikers. As canções reservam atmosferas obscuras, ornamentadas por um rico instrumental. A voz de Monica Hendriks é um verdadeiro tesouro.
Duo eletropop formado por Caesar Felix e Nona Monteiro. Green Roses lembra por vezes um Black Box Recorder melhorado, tudo por conta dos climas sonoros criados por Caesar e da voz dócil de Nona. Destaques: “Green Roses” e “Metal Machine Couples”.
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